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29 de abril de 2009



Sinal amarelo

Enquanto Eustáquio, o dedicado guarda de transito, disciplinava o tráfego caótico da avenida, sua mulher, Belina, avança o sinal, o rumo ao seu amante americano Ford. Eustáquio sabia que a marcha do seu casamento estava em ponto morto há muito tempo. Um dia quando voltava mais cedo pra casa, Eustáquio flagrou sua mulher literalmente a reboque do fogoso Ford, que por sinal era chapa antigo seu. Dupla traição. Envergonhado Ford fugiu apavorado na contramão. Um pouco refeito da cena, Eustáquio aproveitou para ver os estragos na sua Belina. O pisca-pisca estava com defeito e os faróis bastante avariados.
Desgostoso, deixou-a em um ferro-velho. Dias atrás, Eustáquio, o guarda de transito, foi visto passeando muito feliz com Mobilete, sua nova mulher, uma gracinha de garota. Com quatro rodas, o casamento já derrapava...

22 de abril de 2009

A partir de hoje posto as croniquetas sacanas que publiquei durante muitos anos no saudoso PQP, do Raymundo Mário Sobral. O jornal de humor PQP circulou por mais de 20 anos por Belém e alhures.

Cornada na Bavária


O Vampiro já desconfiava que sua jovem e bela esposa lhe traía. Mordido pela curiosidade, resolveu investigar. Transformou-se em morcego e passou a espionar a mulher. Eis que uma noite fria e escura, um vulto de uma figura alta, cabeçuda e desengonçada entra no castelo.
O Ricardão era o Frankstein. O velho vampiro entrou em parafuso. Pirou ainda mais quando o Frank escalou sua longa estaca em direção a sua lânguida mulher. Cruz! Credo! Balbuciou o vampiro. Para esfriar os cornos saiu para encher a cara numa taberna. Pediu um Blood Mary. Quando viu o alvo pescoço de garçonete, resolveu vingar-se da esposa. Aproximou da apetitosa jugular da robusta moça e quando ia mordê-la levou um tabefe que sua prótese canina caiu longe. Fugiu voando atabalhoado, mas ainda ouviu a voz grave que ecoava na taberna: _eu gosto é de mulher!! Bradava a garçonete. Indignada.